Medido pela ESPM, o Índice Nacional de Satisfação do Consumidor (INSC) manteve-se estável em julho, atingido avaliação de 60,2% – foi de 60% no mês anterior.
Autoindústria
O sub setor de autoindústria, que mede a satisfação do consumidor com as quatro grandes montadoras – Fiat, Ford, GM e Volkswagen – surpreendeu no período, ao registrar aumento de 9%, em relação ao mês anterior, atingindo 70,6%. Desde o início das medições, em abril deste ano, os índices desta indústria mostraram redução. Agora, o indicador praticamente volta aos patamares de abril, quando fechou o mês com 69,8%.
O aumento da satisfação pode ser explicado pelo incremento das vendas no primeiro semestre deste ano, tema bastante comentado na internet, a partir da qual se mede o índice, primeiro e único indicador brasileiro com dados totalmente levantados na web e que analisa mensalmente cerca de 85 mil posts. O crescimento das vendas e o anúncio de uma nova fábrica da Fiat, líder em vendas no Brasil, foram destaques dos comentários dos internautas. O lançamento de carros com design sofisticado para a Classe C talvez tenha sido o maior responsável pelo aumento da satisfação do consumidor. Foi uma reação da indústria nacional à chegada ao País dos carros chineses com maior número de acessórios tecnológicos.
O consumidor está sempre muito atento ao que ocorre nesta indústria. Prova disso são os posts sobre a apresentação do protótipo do XL1, da Volkswagen, na Europa, e os lançamentos do Ford Ka 2012 e do Ford FusionHybrid no Brasil, que combina o motor elétrico e a gasolina. As ações das montadoras na web também chamaram a atenção, principalmente o novo hotsite Premiun Volkswagen e a entrada da Ford no Google+.
A autoindústria integra o setor de Bens de Consumo do INSC, que registrou, em julho, índice de satisfação de 70,5%.Dele fazem parte ainda os sub setores de Bebidas e Personal Care e, a partir deste mês, a indústria alimentícia, com 62,9%, e eletroeletrônicos, com 59,8%.
Telecom
O sub setor de Telecom foi o que apresentou a avaliação mais baixa dos consumidores brasileiros em julho – apenas 39,7%, com queda de 6,10% em relação ao mês anterior. O resultado é explicado pelas inúmeras ligações feitas pelas operadoras sem ninguém do outro lado da linha para fazer contato. Além de muito irritados, os consumidores reclamaram da impossibilidade de bloquear seus números de celulares e do fato de não terem recebido quaisquer explicações para essas ligações.
Apenas no dia 23 de julho, os consumidores descobriram que estas ligações eram feitas automaticamente pela OI para oferecer serviços de internet pré-paga. As comunicações provinham de telefones com DDDs do Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo, Pernambuco e Ceará.
A piora constante na qualidade dos serviços é reflexo do despreparo das empresas, que não acompanharam o crescimento do mercado. Nos últimos dez anos, mais de 30 milhões de pessoasingressaram na classe média e ampliaram o mercado de consumo, mas os serviços de telefonia não avançaram no mesmo ritmo.
Eletroeletrônicos
Este segmento, com índice de 59,8%, de maneira geral, é bem avaliado por seus lançamentos e ações de marketing. Mas, as empresas recebem muitas reclamações por causa da assistência técnica. O desempenho aparentemente não se deve ao funcionamento dos produtos. Na percepção dos consumidores, os fabricantes oferecem produtos atualizados tecnologicamente, diferentemente do que ocorria no passado. A questão é que, eventualmente, alguns deles apresentam problemas e a percepção dos consumidores é que esses casos não são resolvidos de forma adequada pelas assistências ou pelo próprio fabricante.
No caso da indústria farmacêutica, com índice de 65%, o destaque negativo do primeiro levantamento deste segmento foi a divulgação de um estudo canadense aventando a hipótese de que o Champix, medicamento da Pfizer mais utilizado no mundo contra o tabagismo, pode provocar problemas cardiovasculares, como AVCs e enfartes.
Mensalmente, o INSC mede a satisfação dos consumidores brasileiros com 43 companhias de cinco setores de 10 sub setores da economia.
Acesse: www.insc.com.br




