O Blog do Marketing de Relacionamento
 
 
PainelCRM 2006
 
       
A Riqueza na Base da Pirâmide, C. K. Prahalad
The Ultimate Question: Driving Good Profits and True Growth, Fred Reichheld
The Customer Revolution - How to Thrive When Customers Are in Control, Patricia Seybold, Ronni T. Marshak e Jeffrey M. Lewis
Customer Winback – How to Recapture Lost Customers and Keep them Loyal, Jill Griffin e Michael W. Lowenstein
Customer Specific Marketing, Brian P. Woolf
Major Account Sales Strategy, Neil Rackham
Managing Customers as Investments, Sunil Gupta e Donald R. Lehmann
Satisfaction : How Every Great Company Listens to the Voice of the Customer , Chris Denove e James Power IV
Harvard Business Review on Customer Relationship Management -- Co-opting Customer Competence, C.K.Prahalad e Venkatram Ramaswamy
O Mundo é Plano, Thomas L. Friedman
A Estratégia da Lealdade, Frederick F. Reichheld
O Ponto de Desequilíbrio, Malcolm Gladwell
<abril de 2007>
domsegterquaquisexsáb
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728
2930
agosto de 2010
julho de 2010
junho de 2010
maio de 2010
abril de 2010
março de 2010
fevereiro de 2010
janeiro de 2010
dezembro de 2009
novembro de 2009
outubro de 2009
setembro de 2009
agosto de 2009
julho de 2009
junho de 2009
maio de 2009
abril de 2009
março de 2009
fevereiro de 2009
janeiro de 2009
dezembro de 2008
novembro de 2008
outubro de 2008
setembro de 2008
agosto de 2008
julho de 2008
junho de 2008
maio de 2008
abril de 2008
março de 2008
fevereiro de 2008
janeiro de 2008
dezembro de 2007
novembro de 2007
outubro de 2007
setembro de 2007
agosto de 2007
julho de 2007
junho de 2007
maio de 2007
abril de 2007
março de 2007
fevereiro de 2007
janeiro de 2007
dezembro de 2006
novembro de 2006
outubro de 2006
setembro de 2006
agosto de 2006
julho de 2006
junho de 2006
maio de 2006
abril de 2006
março de 2006
fevereiro de 2006
janeiro de 2006
dezembro de 2005
novembro de 2005
outubro de 2005
 
        
 
E DEPOIS DOS BLOGS E DAS COMUNIDADES VIRTUAIS?



Nimbuzz é um software que quando instalado nos celulares, permite que seus usuários conversem uns com os outros, de graça, através do Microsoft MSN, Google talk e em breve o Yahoo Messenger. Está em fase beta de testes a versão Nimbuzz Voice, que promote as mesmas funções, mas com voz em vez de dados. Neste caso, a conexão GSM recebida será convertida para o padrão VOIP e permitirá a ligação entre celulares, celular-e-PC e PC-e-celular.

A Helio, outra empresa da área de comunicação, criou um serviço que permite que os usuários do Myspace (a maior comunidade virtual da atualidade com cerca de 100 milhões de participantes) troquem mensagens, anexem fotos, e enviem conteúdo para os demais indivíduos. E tudo através de um aparelho celular.

Swarmteams conecta grupos de pessoas que precisam trocar informações críticas em tempo real. Estas pessoas podem estar em movimento e dispersas em diferentes lugares. O dispositivo móvel permite a conexão dos mais variados tipos de grupos, como por exemplo, redes de negócios, redes sociais de relacionamento e comunidades voluntárias.

Quem lembra quando os PCs serviam apenas para calcular, os celulares apenas para falar com outras pessoas, e as empresas utilizavam um único canal por vez para falar com seu público controlando todo o processo de construção de suas marcas?


Escrito por Ricardo Pomeranz em 27/4/2007    Envie para um amigo    Comentário


MAIS UMA DA MÍDIA ALTERNATIVA: OVERTISING




Escrito por Ricardo Pomeranz em 26/4/2007    Envie para um amigo    Comentário


O RABO ABANANDO O CACHORRO: POR QUE NÃO?




Escrito por Ricardo Pomeranz em 25/4/2007    Envie para um amigo    Comentário


IDADE NÃO É DOCUMENTO



O Google é a marca mais valiosa do mundo, com valor de US$ 66,343 bilhões, segundo o ranking BrandZ, publicado pela consultoria Millward Brown. A empresa, com poucos anos de idade, passou gigantes do mundo dos negócios como GE, Microsoft, Coca-cola e Wal-Mart.


Escrito por Ricardo Pomeranz em 24/4/2007    Envie para um amigo    Comentário


O CINEASTA E O MARQUETEIRO



O documentário “Oscar Niemeyer – A Vida É um Sopro”, de Fabiano Maciel, estreou nos cinemas com uma estratégia promocional totalmente diferente dos lançamentos tradicionais. Em vez de utilizar a propaganda, como geralmente é feito, os distribuidores compraram os bilhetes que serão repassados gratuitamente na primeira semana do filme em cartaz. A estratégia do diretor é gerar o boca-a-boca suficiente para impulsionar as vendas dos ingressos a partir da segunda semana.

Quando perguntado sobre seu receio do filme não alcançar grandes vendas de bilheteria, em função do histórico de problemas enfrentados pelos longas brasileiros estrelados nesse ano, Maciel comentou: “Tenho receio, sim. Mas o que vou fazer? Só se eu mudar de profissão.”

Ele não deveria ter receio. Primeiro, o tema do filme é de extremo bom gosto e atualidade. Na linguagem de marketing, isto corresponde a uma mercadoria de alta qualidade. Segundo, a estratégia de divulgação é inovadora, e não se prende ao modelo tradicional da propaganda que cada vez menos consegue chamar a atenção do público. Terceiro, a sua atitude modesta é um bom sinal de precaução com relação às surpresas que podem surgir.

Por sinal, bastante diferente do cenário que encontramos em muitos casos nas empresas, com profissionais de marketing pretensiosos, que utilizam propaganda convencional para divulgar produtos e serviços que não possuem nenhum diferencial competitivo.

Maciel, se você não emplacar como diretor de cinema, você pode mudar de profissão, sim! Na área de marketing você provavelmente se sairia melhor que muitos profissionais que estão no mercado.


Escrito por Ricardo Pomeranz em 23/4/2007    Envie para um amigo    Comentário


E AINDA FALAM EM SATISFAÇÃO DO CLIENTE...



Imagine a seguinte situação: você liga várias vezes para a central de atendimento da companhia telefônica para reclamar que a cobrança da sua fatura está errada. Três meses depois, a empresa manda a fatura corrigida, mas no lugar onde deveria aparecer seu nome está o xingamento “filho da puta que pariu”. O que você faria?

A história realmente aconteceu, e o desafortunado era cliente da TIM. Ele não teve dúvida, entrou com uma ação na justiça cobrando indenização por danos morais. A TIM justificou o ocorrido afirmando que o problema foi cometido por uma empresa terceirizada que faz o atendimento ao cliente.

Quantos erros a TIM cometeu?

1. A satisfação do cliente não parece ser uma prioridade na empresa
2. Terceirizar não significa fechar os olhos para o problema
3. Jogar a culpa nos outros mostra a falta de senso crítico para melhorar os problemas

Será que alguém encontra mais algum? Não vale contar os problemas na central de atendimento...


Escrito por Ricardo Pomeranz em 20/4/2007    Envie para um amigo    Comentário


HIPERLINK FÍSICO



A Fujitsu criou novos tipos de códigos de barra invisíveis, chamados “F. P. codes”. Eles podem ser colocados em fotografias coloridas, sem interferir com a imagem original. Ou seja, uma vez codificada, a imagem mantém sua qualidade original servindo como um hiperlink para as várias opções de conteúdo virtual.

Adivinhem como os usuários acessarão os novos códigos? Através do canivete suíço do novo milênio: o celular. Não é difícil imaginar a proporção que isso pode tomar. Existirão F. P. codes não apenas nas imagens das revistas e dos jornais, mas em todos os objetos. Da mesma maneira que as páginas de internet possuem links entre si, tornando a rede virtual a maior malha de conteúdo interligado do planeta, através dos novos códigos e do celular os objetos também farão parte dessa teia.

Aí então, vai ser difícil dizer o que é real e o que é virtual...


Escrito por Ricardo Pomeranz em 18/4/2007    Envie para um amigo    Comentário


A FORÇA DA MULTIDÃO



A mobilização coletiva dos consumidores possui várias facetas. O problema enfrentado pela Kryptonite, mostrado na matéria anterior, é apenas uma delas. Imagine o que aconteceria se os consumidores se juntassem para criar grupos de compra, ou seja, organizações com um número expressivo de indivíduos para negociar descontos massivos na compra de mercadorias.

Isto já existe. A Dutch United Consumers é um exemplo vivo. Eles negociam descontos de seguro, eletricidade, gasolina, em nome dos seus 250.000 participantes. Na China, esse fenômeno conhecido como Tuangou (“grupo de compra”), já é praticado por algumas empresas, como o TeamBuy, o Taobao e o Liba. Juntas, elas contêm centenas de milhares de participantes registrados, com poder de negociação jamais visto.

Este fenômeno logo chegará ao Brasil. Os primeiros organizadores a criarem esses grupos de compra terão o holofote da mídia e com certeza, o apoio de todos os consumidores. Alguém se candidata?


Escrito por Ricardo Pomeranz em 17/4/2007    Envie para um amigo    Comentário


QUEM PRECISA DO PROCON ?



Para quem não leu o e-book “Deixem os Consumidores Falarem”, segue um trecho que mostra o impacto nas empresas do perfil de comportamento do novo consumidor...

A Kryptonite é uma empresa norte-americana especializada na fabricação de cadeados. Seu slogan, tough locks for a tough world (cadeados duros para um mundo duro) destaca a alta qualidade de seus produtos na batalha contra os ladrões dos grandes centros urbanos. Seu faturamento médio anual é de US$ 25 milhões.

Em 2004, ela enfrentou um dos maiores problemas de sua história: um de seus cadeados, o Kryptonite Evolution 2000 U-lock, apresentou uma falha de segurança que permitia a qualquer indivíduo sem o menor grau de habilidade destravá-lo com uma simples caneta.

Os primeiros compradores que identificaram o mau funcionamento notificaram a empresa imediatamente, exigindo o reembolso dos US$ 50,00 pagos pelo produto. Outros reclamavam que suas bicicletas haviam sido roubadas e demandavam o ressarcimento de montantes mais expressivos.

A empresa demorou em responder às solicitações e se posicionar sobre a situação. Em pouco tempo, milhares de pessoas tomaram conhecimento do problema. As vendas começaram a diminuir em uma proporção alarmante. Para conter as perdas, a Kryptonite disponibilizou um grupo de atendentes para ouvir as chamadas telefônicas dos reclamantes e colocou em seu site uma página para receber as queixas. Mas já era tarde demais.

O mercado havia tomado conhecimento das falhas do produto e o prejuízo financeiro sofrido naquele ano atingiu a cifra de US$ 10 milhões, além do enorme desgaste da sua marca. Quando questionada pela imprensa sobre o ocorrido, a empresa respondeu que a situação tinha tomado proporções que fugiram ao seu controle.

Tudo começou com a insatisfação de um dos clientes da empresa, Phillip Torrone, que resolveu escrever sobre o problema no blog Engadget, que fala sobre produtos de consumo. Conforme suas palavras:

“Para nossa surpresa, conseguimos destravar nosso Kryptonite Evolution 2000 U-Lock com uma simples caneta. Este cadeado de $50 deveria ser o melhor para a segurança das bicicletas em áreas de alta criminalidade – a menos que o ladrão tenha uma caneta Bic. Nós costumávamos usar estes cadeados para proteger nossas bicicletas, mas estamos mudando para outro produto imediatamente.”

Junto com o texto, Phillip disponibilizou um vídeo caseiro de sua própria autoria, com aproximadamente 30 segundos de duração, que mostrava como ele conseguia facilmente abrir o cadeado com uma simples caneta.

A publicação do relato no blog foi feita no dia 14 de setembro de 2004 às 5:04 da tarde. No mesmo dia, vinte e dois minutos mais tarde, o primeiro comentário no blog sobre a matéria dizia:

“Eu imagino que eles (Kryptonite) ficaram sem canetas na sala de design.”

Catorze minutos mais tarde, mais um comentário:

“...!”

Três minutos depois, outro mais:

“Aí está uma forma esperta de quebrar o cadeado. Alguém sabe se funciona apenas com esse modelo, ou se a caneta Bic funciona também em outros? Eu sempre soube que havia algo estranho sobre esse produto...”

Os comentários não paravam. Em poucos minutos, literalmente centenas de novas mensagens surgiam. O vídeo criado se espalhou rapidamente pela internet. As pessoas que o recebiam e o achavam interessante, repassavam-no para seu círculo de conhecidos. Em poucos dias, esse material já havia circulado por várias partes do mercado americano e por diversos países fora do continente.


Escrito por Ricardo Pomeranz em 16/4/2007    Envie para um amigo    Comentário


ENTREVISTA PARA O VALOR ECONÔMICO: NO BRASIL, SÓ 0,54% DAS COMPANHIAS TÊM BLOGS



As empresas brasileiras começam a tomar conhecimento do poder dos blogs, como são chamados os diários virtuais, mas até agora poucas delas estão fazendo uso efetivo desses novos meios. É isso o que revela uma pesquisa inédita da agência americana de marketing direto Rapp Collins. Entre 1008 empresas brasileiras, consultadas entre agosto e setembro do ano passado, apenas 0,54% informaram ter um blog próprio e 2,62% disseram ter o hábito de capturar dados dos clientes em blogs externos ou em redes sociais de relacionamento, do tipo Orkut.

A baixa adesão obedece a duas razões básicas, avalia Ricardo Pomeranz, sócio-presidente da Rapp Digital no Brasil. Primeiro, os diários virtuais são um fenômeno muito recente, o que mantém à distância a maioria das empresas. 'Ninguém ainda sabe ao certo como os blogs funcionam', diz o executivo. O outro ponto é que manter um blog no ar exige atualização constante das informações. As companhias perceberam isso e estudam o que fazer para alimentar o blog na velocidade acelerada a que se acostumaram os usuários da internet.

Uma das saídas encontradas é permitir que os próprios funcionários alimentem o blog. Entre as pouco mais de 50 empresas que já tem diários na web, 44% adotaram essa política. Das demais, 20% disseram ter contratado um profissional exclusivamente para o trabalho e outros 20% informaram ter transferido a tarefa para empresas externas e especializadas.

'Como um dos pontos críticos da blogosfera é manter as informações atualizadas, não parece despropositado permitir que os próprios funcionários façam isso', diz Pomeranz. Algumas empresas até vão além: 8% delas, mostra a pesquisa, permitem que pessoas de fora da companhia alimentem o blog, sem nenhum tipo de restrição.

Uma abordagem mais aberta pode trazer riscos para a companhia, concorda Pomeranz, já que abre a possibilidade de funcionários, fornecedores e consumidores dizerem, publicamente, coisas que não são do interesse da empresa. Mas com a nova fase da web, marcada pelas ferramentas de comunicação, esse risco existe independentemente de a companhia ter seu blog ou não, afirma o executivo.

'Existe um novo perfil de consumidor que está falando sobre as companhias nos blogs, nas redes de relacionamento, nos sites de jogos on-line... E isso, queiram as empresas ou não', diz Pomeranz. Nesse cenário, abrir o próprio blog pode representar uma vantagem porque transmite ao público a idéia de transparência. Eventuais exageros de quem escreve no blog, principalmente no caso dos funcionários, podem ser coibidas deixando claro que tipo de informações podem ser comentadas, para evitar o vazamento de dados confidenciais, diz o especialista.

A recomendação é a de sempre preservar o conceito de transparência. Quando isso não acontece, o tiro pode sair pela culatra. Em 2004, um blog supostamente criado por um estudante de vinte e poucos anos entrou no ar, mostrando vídeos que traziam a nova linha de carros M3, da Mazda, em ação. Uma semana depois, saiu do ar, em meio a suspeitas de que o autor do blog simplesmente não existia e que a ação não passava de uma ação de marketing da montadora. Os próprios internautas vasculharam a origem do blog até descobrir que o site estava hospedado em uma das mais caras empresas de hospedagem de dados dos Estados Unidos, algo muito incomum para um estudante, conta Pomeranz. A história não acabou bem. 'O publico não perdoou e começou a falar mal da companhia.'

Outros casos mostram que a estratégia mais adequada às vezes exige uma abordagem sutil, não diretamente relacionada aos produtos da companhia. Um bom exemplo, diz o presidente da Rapp Digital, é o da Nike. No ano passado, a fabricante de artigos esportivos juntou-se ao Google para lançar o Joga.com, uma espécie de Orkut direcionado aos fãs do futebol. O nome foi inspirado na campanha publicitária 'Joga bonito', da Nike. Em vez de conteúdo próprio, o Joga.com oferece ferramentas que permitem aos usuários se comunicarem uns com os outros. Dessa forma, permite à companhia associar sua marca a uma iniciativa apreciada por potenciais consumidores de 160 países, que falam 16 idiomas diferentes.

Para este ano, a expectativa da Rapp Collins é de que o uso dos blogs e das redes sociais de relacionamento crescerá rapidamente entre as empresas, apesar do resultado obtido na pesquisa. Em geral, quando uma nova tecnologia surge, apenas um pequeno número de empresas de vanguarda abraça a tendência. A partir de então, ela se dissemina e acaba sendo adotada pela maioria das companhias, diz Pomeranz. 'Foi assim com a própria internet. Em 1995, quantas empresas tinham um site?', pergunta ele.


Escrito por Ricardo Pomeranz em 13/4/2007    Envie para um amigo    Comentário


SATISFAÇÃO DE CLIENTES



As categorias de empresas com o maior número de queixas no Procon são as seguradoras, as operadoras de telefonia e os bancos. Isso não significa que os demais segmentos não tenham problemas. Os programas de pesquisa de assistência técnica mostram que 50% dos clientes com problemas, nunca reclamam para ninguém. Dos 50% restantes, 45% se queixam apenas para os profissionais de atendimento direto, que por sua vez nunca repassam os problemas para o nível gerencial superior ou falham na maneira de resolver a situação. Apenas 5% dos problemas com os clientes são gerenciados!

Conclusão 1: monitoramento das queixas é um método bastante INeficiente de gerenciar a satisfação dos clientes.

Conclusão 2: não adianta esperar o problema aparecer para tentar solucioná-lo. A questão da satisfação dos clientes deve ser tratada no âmbito da prevenção de problemas.

Conclusão 3: Sua empresa pode não estar na lista do Procon, mas isto não significa que seus clientes estejam satisfeitos.


Escrito por Ricardo Pomeranz em 12/4/2007    Envie para um amigo    Comentário


LEI DE PARETO AO EXTREMO



Uma pesquisa recente da consultoria Marketspace indicou que 99% de todo o faturamento bruto da propaganda on-line é originado por apenas 10 veículos. Isto significa que a maioria dos sites na internet concorre por apenas 1% da receita que sobra!

Quem são os primeiros? Adivinhem... Google, Yahoo, MSN e AOL.

Em um meio no qual o potencial de fragmentação dos usuários é particularmente grande, esses dados parecem incoerentes, mas não são. Eles mostram apenas que a relação que os principais veículos estabelecem com os anunciantes ainda é o fator mais importante na indústria da mídia.


Escrito por Ricardo Pomeranz em 11/4/2007    Envie para um amigo    Comentário


POR QUE 1+1 NÃO FOI IGUAL A 10 NA CAMPANHA DO DORITOS ?



Uma das grandes discussões no mercado é como desenvolver de maneira mais eficaz a comunicação integrada. Será que o melhor caminho é através de profissionais especialistas, que conhecem em detalhes as características de funcionamento de cada canal de comunicação, ou a expertise dos chamados generalistas, aqueles que possuem a visão mais abrangente. O caso da Frito-Lay, mostrado na matéria anterior, pode dar um indício da melhor alternativa.

Apesar do grande sucesso da campanha criada, integrando a internet com o comercial na televisão, a Frito-Lay esqueceu apenas de um detalhe: comprar links patrocinados nos sites de busca. Isto significa que depois do jogo, quando as pessoas foram para o Google para procurar por “Doritos Super Bowl Ad”, não existiam resultados que direcionavam os internautas para o hotsite criado. Em vez disso, apareciam os links do CBS Sportline e do Youtube, que sabendo do “buzz” que a campanha iria gerar, já tinham providenciado a compra dos espaços.

Provavelmente a Frito-Lay contou com o suporte de generalistas, e a CBS e o Youtube com especialistas.


Escrito por Ricardo Pomeranz em 10/4/2007    Envie para um amigo    Comentário


QUANDO 1+1 É MAIOR DO QUE 2



Seguindo a nova tendência de mercado da co-participação dos consumidores no desenvolvimento da comunicação das empresas, a Frito-Lay lançou uma campanha promocional convidando os interessados a criarem um comercial de 30 segundos para seu produto Doritos.

O incentivo utilizado para envolver o maior número possível de pessoas foi baseado nos pilares da recompensa e do reconhecimento. No primeiro caso, cada um dos cinco finalistas selecionados pelos jurados da empresa ganharam US$ 10.000,00 e uma viagem para Miami. No caso do reconhecimento, o grande prêmio foi dado apenas para o vencedor: o comercial foi veiculado durante o Super Bowl para aproximadamente 90 milhões de pessoas!

A estratégia de divulgação da promoção foi toda feita na internet. Através do hotsite “Crash the Super Bowl”, os interessados fizeram o upload dos vídeos criados e indicaram conhecidos para também participarem. O boca-a-boca on-line se encarregou de propagar a promoção de maneira completamente viral.

Por outro lado, para levar o maior número possível de internautas à televisão na hora do comercial, a Frito-Lay não divulgou o nome do vencedor. Quem quisesse conhecer o felizardo, tinha que assistir ao Super Bowl. Isso acrescentou mais algumas centenas de milhares de pessoas à lista dos milhões de telespectadores já existentes.

Esse é um exemplo de estratégia integrada de comunicação que utiliza o conceito de cross-media, onde o canal on-line potencializa o off-line e vice-versa. Com certeza, o resultado final foi melhor do que teria sido caso a campanha utiliza-se ações separadas para a televisão e para a internet.


Escrito por Ricardo Pomeranz em 9/4/2007    Envie para um amigo    Comentário


MAIS UMA DA MÍDIA ALTERNATIVA: BUNDAVERTISING, COSTAVERTISING, UNHAVERTISING, LABIOVERTISING, DENTEVERTISING



Faltou mais alguma coisa?


Escrito por Ricardo Pomeranz em 5/4/2007    Envie para um amigo    Comentário


MAIS UMA DA MÍDIA ALTERNATIVA: PELEVERTISING





Escrito por Ricardo Pomeranz em 4/4/2007    Envie para um amigo    Comentário


DO ON-LINE PARA O OFF-LINE



Amazon, Youtube, Ebay são todos exemplos de empresas on-line que revolucionaram a maneira de apresentar seus produtos. A razão? Elas incorporaram o feedback dos consumidores na descrição de cada uma de suas mercadorias. Antes de comprar um livro na Amazon, nada mais natural do que checar os comentários daqueles que já leram. No Youtube, nada melhor do que verificar a popularidade de cada vídeo antes de perder tempo assistindo à enorme quantidade de conteúdo disponível. Antes de fechar algum tipo de negócio no Ebay, a melhor coisa a fazer é analisar a reputação do envolvido para não cair em nenhuma armadilha.

Quem pensa que isso só pode ser feito no mundo on-line, ainda não conhece a Ranking Ranqueen. Cada produto vendido na loja faz parte de uma lista “Top 3, 5 ou 10”. A popularidade é baseada nos dados de venda da companhia mãe, a loja de departamentos Tokyu, e nas informações de empresas de pesquisa.

É claro que o processo não é tão dinâmico como aquele desenvolvido nas empresas on-line. Mas sem dúvida, é um grande exemplo de como aplicar no mundo off-line as grandes idéias do varejo virtual. Recentemente, a Tokyu anunciou que o faturamento das suas lojas aumentou entre 10 e 20% em 2006.


Escrito por Ricardo Pomeranz em 3/4/2007    Envie para um amigo    Comentário


A POPULAÇÃO DE BAIXA RENDA UTILIZA A INTERNET?



Quando se fala em Internet como canal de relacionamento das marcas com seu público, um grupo de céticos argumenta que o mundo virtual se limita ao segmento da população de mais alta renda. Nessa lógica, principalmente em países mais pobres como o Brasil, os indivíduos das classes mais baixas não têm como pagar pelos custos da nova tecnologia. Em outras palavras, de nada adianta tentar desenvolver estratégias de relacionamento on-line com o segmento das classes C, D e E, uma vez que a internet não está acessível para esta camada da população.

Recentemente eu participei do evento PROXXIMA – ENCONTRO INTERNACIONAL DE COMUNICAÇÃO DIGITAL 2007, em um painel dedicado à discussão sobre o crescimento do e-commerce em nosso país. Entre os debatedores convidados, estava o Tarcísio Gargioni, VP de marketing e serviços da Gol, que contou a experiência da sua empresa nessa área. Ele comentou que a Gol faz 85% de suas vendas de passagens aéreas exclusivamente pelo canal on-line, através do site da empresa e de agências credenciadas. Uma parte da sua receita vem do programa Voe Fácil Gol, que foi criado para atrair a população de mais baixa renda através de descontos especiais de preço e maiores prestações na forma de pagamento. Como resultado, eles já contam com uma base cadastrada de 500.000 pessoas que usam o programa, sendo que 40% desse total possuem renda mensal igual ou inferior a R$ 1.200,00!

A idéia de que a população de mais baixa renda não utiliza a internet é um exagero. Ela usa, só que de maneira diferente das pessoas das classes mais altas da sociedade. É através de um computador comunitário, do computador do trabalho, ou do computador da “lan house”. O fato das classes A e B terem mais facilidade de acesso à internet e as novas tecnologias não significa que os demais segmentos da sociedade estejam excluídos. Significa apenas que leva mais tempo para todos os indivíduos de menor poder aquisitivo terem as chances de poder desfrutar das vantagens da rede.

Programas de inclusão digital prometem encurtar ainda mais esse tempo. A organização sem fins lucrativos One Laptop per Child, por exemplo, se dedica a desenvolver um laptop de US$ 100,00 para equipar cada criança do planeta. Esta iniciativa, lançada pelos membros do MIT Media Lab, promete disponibilizar um equipamento com acesso à internet sem fio e em alta velocidade. Cada vez mais pessoas estarão conectadas à internet. Já são um bilhão de indivíduos, e projeções apontam para 2 bilhões em 2010! Entre eles, um grande percentual será da população de mais baixa renda.


Escrito por Ricardo Pomeranz em 2/4/2007    Envie para um amigo    Comentário