Ontem, mostrei que o único assunto relacionado às lojas de varejo e repercutido nas redes sociais durante os dias que antecederam a comemoração das mães foram as campanhas publicitárias na TV.
Promoções, facilidades de pagamento e diversidade de produtos acabam não gerando o buzz que poderiam. Mas por quê?
Uma das razões pode ser o público a ser impactado nas redes sociais.
De acordo com a análise feita nas duas semanas anteriores ao segundo domingo de maio, a maioria dos comentários que relacionavam mães com as lojas de varejo na verdade partiam dos filhos.
Explico. A grande maioria dos comentários que relacionam mães às lojas de varejo são de jovens e adolescentes que contam ter ido a uma loja com sua mãe, ou que sua mãe comprou alguma coisa em tal lugar, entre outros comentários inusitados.
Para ilustrar, tem filho que não perdoa nem o dia da própria mãe.
Cerca de 1% dos tuiteiros – muito mais do que os 0,02% de pessoas que afirmaram comprar um presente para sua genitora – “pediram” em seus posts para a mãe comprar algum produto para eles nas lojas de departamento.
Teve usuário que chegou até a postar que sua mãe estava “dando calote” numa grande loja e outra que brigou com a vendedora que a teria chamado de “velha”.
Um indício claro de que as Lojas de departamento fazem parte do dia a dia das famílias. Não só das mães, dos filhos também.
Em outras palavras, para conseguir repercussão de suas ações nas redes sociais no Dia das Mães as empresas do setor devem buscar, de alguma forma, impactar os filhos.

