O Consumidor e a Crise

Nos últimos dois posts, exploramos como o consumidor final tem se comportado diante da crise internacional que se instalou nos principais mercados globais em 2011. Trouxemos dados interessantes sobre o quanto as pessoas se referem à crise, com qual freqüência são abordados temas relacionados à economia e até ao crédito.

E o volume de consumo, será afetado?

A crise afeta inconscientemente o consumidor final. Fato esse comprovado pela queda brusca de publicações na internet e redes sociais relacionados à palavra comprar (“vou comprar”, “comprarei”, “adquirir”, “comprei”, “compramos”, “quero comprar”, “eu quero (tal produto)”, etc.). Nos 10 primeiros dias de abril, 34,0% das publicações tinham relação com consumo. Esse nível caiu para 33,6% em julho e atingiu apenas 19,7% em agosto.

Os economistas e governantes entendem que o baixo consumo pode vir a se tornar um problema para a economia nacional – se o consumo cai, o faturamento cai, o lucro se reduz, o investimento é minimizado; o desemprego aumenta, as empresas se retraem e pesquisa e inovações são deixados de lado.

Por tal motivo, a presidente Dilma Roussef pediu publicamente, no dia 8 de agosto de 2011, que o brasileiro não deixe de consumir, como forma de ajudar a proteger o Brasil da crise econômica internacional.

Esse posicionamento foi o mesmo tomado por Lula em 2008 – para reagir à crise internacional, o governo preferiu turbinar o consumo interno com isenções de impostos e ampliação de programas de redistribuição de renda.

Dessa forma, os governantes brasileiros defendem uma política expansionista. Esse é uma política que converge, por exemplo, às teorias de Paul Krugman, Nobel em economia, que escreveu em sua coluna no New York Times que a resposta aos problemas econômicos dos EUA “envolveria mais, e não menos, gastos do governo neste momento – com desemprego em massa e custos de empréstimos incrivelmente baixos, deveríamos estar reconstruindo nossas escolas, nossas estradas, e outros”.

Confira a tabela final dos dados da pesquisa:

Conclusões

A crise, portanto, já reflete no comportamento do consumidor. Não há demonstrações explicitas nas publicações na Internet e nas redes sociais. Entretanto, como explicitamos anteriormente, a queda dos níveis de depoimentos nos dois grandes blocos, “consumo” e “crediário”, registram posições menos confidentes por parte do consumidor e podem segurar o consumo nos próximos meses.

Publicado por: Bruno Caló
Editoria: Ricardo Pomeranz

04/07/11 . Inovação

GOOGLE PLUS

O Google anunciou o lançamento do Google Plus, sua nova rede social.

A grande discussão do momento é se o Plus vai acabar com o Facebook, a grande rede da atualidade. A organização das pessoas em forma de Roda, os chats em vídeo em grupo, o botão +1, os Sparks, enfim todas as inovações do Plus têm potencial de sobra para colocá-lo na nova ponta do estado da arte das plataformas colaborativas.  

Porém…potencial é condição necessária mas não suficiente. Alguns críticos já possuem os argumentos na direção contrária. Os Sparks não funcionam na prática, o sistema já passa por problemas de sobrecarga, e só funciona para celulares com sistema Android. Mais ainda,  o Google já passou por fracassos semelhantes na área com o Buzz e o Wave.

Como acontece com várias inovações que usam a tecnologia como suporte, quem vai conseguir dizer com exatidão se o Plus vai de fato se tornar uma expressiva rede social não são os marqueteiros, publicitários, engenheiros ou especialistas. São os milhões de internautas existentes. Se eles gostarem, o sistema emplaca. Caso contrário, não existe tecnologia que consiga tirar a inovação de seu potencial de sucesso.

p.s: a única certeza disso tudo é que o Google acaba de mostrar claramente que o Orkut não faz mais parte da sua estratégia!

16/06/11 . Internet

WE ALL WANT TO BE YOUNG

Sobre as tendências de comportamento e consumo das diferentes gerações…http://www.vimeo.com/16641689

Nessa semana, postei uma série de textos analisando o que as pessoas dizem relacionado às Lojas de Varejo durante o período que precede o Dia das Mães.

Para concluir, gostaria de comparar o buzz nas redes sociais com o cenário das lojas de Varejo naquela que é a segunda data mais importante do ano no comércio brasileiro, atrás apenas do Natal.

Primeiro, é importante perceber que apesar do Dia das Mães ser tão relevante na participação de vendas, o mesmo não acontece naquilo que as pessoas postam nas redes sociais.

Veja só: de tudo que foi postado no Twitter, considerando grandes marcas de Varejo no Brasil, apenas 2,3% mencionava Dia das Mães.

Além disso, mesmo com o varejo comemorando o grande aumento do fluxo de pessoas nas lojas que superou a expectativa de crescimento de 10%, nas redes sociais o cenário é outro.

Esse aumento do movimento nas lojas não se reflete no Buzz das redes sociais. Ao se comparar os quinze dias anteriores ao Dia das Mães com a primeira quinzena de abril ou os mesmos períodos em março não há aumento de comentários sobre as marcas.

Em outras palavras, significa dizer que talvez as lojas de varejo criam estratégias pensando sempre no resultado direto das vendas e ainda não aproveitam a oportunidade de engajar e se relacionar com o consumidor ativo nas redes sociais.

A quantidade de citações medidas demonstra que as grandes marcas de varejo estão presentes no cotidiano dos usuários.Por outro lado, as poucas menções a uma data tão importante para esse mercado são indícios de que esse relacionamento não se estende no mundo digital.

Em outras palavras, está na hora do varejo ter um olhar para as redes sociais de forma que o relacionamento constante se converta, lá na frente, em vendas.

O caminho está aberto.