03/06/11 . Internet

ALGUÉM É CAPAZ DE ENCARAR O GOOGLE?

Falar que a Rússia entra na briga tecnológica de buscadores de Internet para concorrer com os EUA pode soar como enredo de filme B sobre a Guerra Fria. Mas é o que ocorreu há algumas semanas.

O sistema de busca Yandex, desenvolvido na terra do Bolshoi, fez sua oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) no índice Nasdaq – aquele que reúne papéis de empresas de tecnologia – e chegou com a promessa, nada modesta, de que é melhor do que o Google.

Mas qualquer paralelo com a Guerra Fria se esgota quando olhamos para a história do buscador, muito semelhante a do Facebook e de outras plataformas tecnológicas ou de redes sociais criadas pelos norte-americanos: tudo começou com dois jovens interessados em tecnologia que se conheceram na escola, ótimos alunos em matemática e física e por aí vai.

No dia da sua estreia na bolsa, o Yandex conseguiu captar US$ 1,3 bilhão.

Entretanto, parece que a grande questão que eles deverão responder é como alcançar a sua proposta de expansão fora da Rússia.

Aliás, o Google só parece ver sua hegemonia ameaçada em casos particulares.

Na China, que assim como a Russia possui um histórico de controle à mídia, o governo acompanha de perto a Internet e restringe pesquisas na web. Lá, o Google não é tão popular quanto o buscador local, o Baidu.

Porém, ao redor do mundo o Google ainda é supremo. Só para citar o Brasil como exemplo, o Google responde por 90,49% das buscas realizadas. Aqui, o único impacto sofrido pelo buscador foi o cresimento do Bing, buscador da Microsoft que é integrado ao navegador Explorer e que começou a ser usado pelas pessoas que adquiriram seu primeiro equipamento nos últimos tempos.

Talvez até o impacto tenha sido sentido pelo Google, mas nada ainda garante que o Bing oferece diferenciais em relação ao concorrente a ser batido.

No mais, fica a pergunta: é possível oferecer um serviço gratuito que possa proporcionar maior satisfação aos usuários do que o Google oferece atualmente?

O desafio é enorme já que para conseguir encarar de frente o Google será necessário dispor dos mesmos ou de melhores serviços já oferecidos por ele e assim ir mudando o hábito de milhões de pessoas que, inclusive, já utilizam o verbo “guglar” há algum tempo.


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