Em dezembro de 2012, o setor de Personal Care foi, mais uma vez, um dos segmentos com maior percentual de contentamento entre os consumidores, com 78,5% dos clientes satisfeitos com as marcas, segundo o Índice Nacional de Satisfação do Consumidor (INSC). A média do ano passado ficou em 78,6%.

Ocupando o posto de segundo maior mercado de beleza masculina do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, conforme o ranking do Euromonitor, o Brasil movimentou em 2012 US$ 4,7 bilhões, ou seja, 50% do faturamento total da América Latina, comprovando ter uma lucrativa indústria de cosméticos que a cada dia dedica mais cuidados em relação à aparência e saúde dos homens. As empresas do setor passaram a investir não só em novos aromas e itens, mas também em estudos que apontam as necessidades de novos produtos, fazendo com que o público masculino dê maior importância a eles.

Dados divulgados pela empresa de pesquisa Nielsen, revelam que o consumo da população masculina já representa 37% das categorias de produtos como: desodorantes, sabonetes, tinturas, condicionadores, xampus, cremes especiais para a pele, além das lâminas de barbear.

Em contrapartida, enquanto o mercado se volta cada vez mais com opções para os homens, as redes sociais ainda não parecem refletir esse cenário. Um levantamento feito no Twitter, também em dezembro, mostra que homens compartilham poucas experiências sobre esses novos produtos. Apenas 10,8% das manifestações sobre o setor de Personal Care ficaram por conta de postagens sobre cosméticos voltados ao público masculino, valor bem abaixo do volume de compra que já é mais de um terço do mercado.

O Índice Nacional da Satisfação do Consumidor (INSC) analisa as principais empresas da economia brasileira. No setor de Personal Care, são avaliadas Avon, Natura, Johnson Johnson, Kimberly-Clark.

Na temporada de anúncios dos balanços, o Bradesco divulgou um lucro recorde em 2012: R$11,38 bilhões. Esse número, além de ser o maior já registrado em sua trajetória, fez com que a empresa conquistasse o quarto maior lucro líquido da história dos bancos no Brasil, segundo a consultoria Economatica. O maior lucro de todos os tempos no Brasil foi registrado pelo Itaú um ano atrás, em2011, quando apresentou um resultado positivo de R$13,83 bilhões, seguido pelo Banco do Brasil, com R$12,68 bilhões no mesmo ano.

Em contrapartida, o Índice Nacional de Satisfação do Consumidor (INSC), desenvolvido pela ESPM, e que mede a satisfação do consumidor na internet, aponta que quando o assunto é o contentamento dos clientes com bancos, os números não são tão positivos assim. Em 2012, a média de satisfação com o segmento foi de 44,6%, nota ainda mais baixa do que a apresentada no ano de 2011, que foi de 49,7%. Em 2012, o setor bancário só foi melhor avaliado do que o de telecomunicações, energia elétrica, transporte público, respectivamente os que possuem o pior INSC da economia brasileira. Ou seja, apesar dos seguidos aumentos na lucratividade das empresas do setor, os serviços prestados estão desagradando seus consumidores.

Uma pesquisa feita pelo Banco Central corrobora a percepção do mundo digital e mostra que o crescimento na transferência de bancos por conta de insatisfação é bem alto: seis em cada dez clientes têm a intenção de mudar de instituição financeira se a concorrente oferecer mais vantagens, melhores taxas e, principalmente, bom atendimento.

O Índice Nacional da Satisfação do Consumidor (INSC) analisa as principais empresas da economia brasileira. No setor de Bancos são avaliadas Bradesco, Itaú, Banco do Brasil e Santander.

O Índice Nacional de Satisfação do Consumidor (INSC), desenvolvido pela ESPM, e que mede a satisfação do consumidor por meio de publicações espontâneas na Internet, apontou, em dezembro de 2012, que o setor de Energia Elétrica teve a menor nota desde o início das análises em abril de 2012. Nem as reduções nas tarifas prometidas pela presidente Dilma Rousseff amorteceram a queda do setor.

O descontentamento com os serviços prestados pelas empresas do ramo chegou a 71% dos usuários e ficou abaixo da média anual de 2012, que foi de 62,59%.

A principal razão para essa queda está no dia 15 de dezembro de 2012, quando um grande blecaute aconteceu na região Sudeste do Brasil afetando pelo menos 2,2 milhões de pessoas que acabaram ficando sem luz durante algumas horas. Resultado: no Twitter, por exemplo, 35% das menções ficaram por conta da falta de luz. Outros tipos de reclamações como valores cobrados nas contas, aparelhos queimados pelas quedas de energia e até uma eventual falta de luz durante a final do Mundial de Clubes da FIFA (devido ao alto número de televisores ligados) também apareceram na análise do mês, porém de forma mais discreta.

Mesmo com a grande divulgação sobre a queda de tarifas nas contas de luz anunciadas pela presidente Dilma, essa informação não repercutiu muito entre a população na Internet, representando apenas 2% do total de publicações de dezembro.

O Índice Nacional da Satisfação do Consumidor (INSC) analisa as principais empresas da economia brasileira. No setor de Energia Elétrica, são avaliadas Light, AES Eletropaulo, CEMIG e CPFL.

No Brasil, segundo estudo conjunto do IBOPE com WIN (Worldwide Independent Network of Market Research) o número de voluntários já chega a 18% da população. Ainda é pouco se comparado a média mundial que já atinge 32%, mas esse número deve crescer cada vez mais, principalmente pelo fato de que o terceiro setor é um dos trabalhos que mais geram satisfação pessoal tanto para quem faz, quanto para quem recebe.

Ainda segundo o Ibope, apenas 2% das pessoas que participaram de ações voluntárias não as fariam novamente. Como simples comparação, o Índice Nacional de Satisfação do Consumidor (INSC) mediu o contentamento das pessoas com o setor de bens de consumo e apontou 28,4% de insatisfação no país em setembro, o que pode ser um indício de que ajudar o próximo pode trazer mais retorno pessoal do que simples possibilidade de adquirir novos produtos.

Pensando na grande procura por trabalhos voluntários e também pela carência de informações sobre essas atividades, os estudantes de Administração de Empresas da FEA-USP André Cervi, Bruno Tataren, Daniel Morais e Luis Madaleno criaram o Atados, uma rede social que foi lançada no último dia 30 de outubro e que possibilita aos interessados no terceiro setor encontrar vagas disponíveis pelas organizações e compartilhar seus aprendizados adquiridos.

A rede possui atualmente o apoio de 70 organizações parceiras que atuam na cidade de São Paulo e, já no lançamento, conta com 150 diferentes vagas para mais de mil voluntários. Segundo André Cervi, 23, a estreia do Atados foi um sucesso e o retorno está sendo muito positivo: “O primeiro passo para conseguir parceiros e vagas foi a divulgação do Atados nas ONGs, para que assim conhecessem um pouco mais da proposta. Uma das vagas que mais está sendo procurada é sobre “adotar” uma criança para esse natal e entregar um presente com uma cartinha. Aparentemente uma ação simples, mas que pode mudar o final de ano de muitas crianças!”.

Com a vontade de “atar” cada vez mais pessoas, os estudantes escolheram a internet pela facilidade de integração que ela proporciona e pela velocidade em que as informações circulam: “O site promove uma interação muito grande entre seus usuários. Se, por exemplo, há uma vaga para professor de inglês disponível, as pessoas que estão interessadas em se candidatar podem debater sobre o melhor meio de passar suas aulas. Além de outras ferramentas como as mensagens que podem ser postadas pelo usuário relatando sua própria experiência no trabalho voluntário. A ideia é que isso atraia mais gente a fazer o mesmo”, explica Cervi.

Ainda de acordo com o estudante, muita gente quer realizar trabalho voluntário, mas não sabe por onde começar, e é dessa maneira que a rede social pretende levar as informações para essas pessoas. Nela é possível filtrar as oportunidades de voluntariado das instituições parceiras por assuntos de interesse, público atendido e por localização.

Esse tipo de ação com impactos sociais integram muito bem a lógica dos diferentes setores econômicos e oferecem produtos e serviços à população excluída, ajudando a combater a pobreza, diminuindo a desigualdade e proporcionando a inclusão social. Além disso, prepara o jovem profissional a ingressar no mercado de trabalho.

De acordo com Cervi, o projeto foi uma maneira de trabalhar o lado gestor e empreendedor do grupo: “Começamos do zero, então tudo relacionado à rede foi feito por nós. Tivemos que fazer todo o planejamento e seguir o foco escolhido durante a criação da rede”, afirma o universitário que finaliza: “Primeiro de tudo você está ajudando alguém, essa é a melhor recompensa. Você acaba crescendo como pessoa e é por meio dessas experiências que podemos conhecer outras realidades totalmente diferentes das que vivemos”.

Não é de hoje que os consumidores se descabelam com os serviços de transporte metropolitano nas grandes cidades. Também não é por acaso que o transporte público é assunto obrigatório nas plataformas de qualquer candidato à prefeitura de grandes centros urbanos. Para muitos, transporte público remete a às greves recorrentes, panes de trens, lotação em estações e até assaltos.

Segundo o Índice Nacional de Satisfação do Consumidor (INSC, medido pela ESPM), de todos os serviços públicos mensurados – saneamento, energia elétrica, gás e transporte metropolitano – a média mais baixa de satisfação nos últimos seis meses é justamente a do setor de transportes, com 35,43%.

Nesse cenário, as empresas vem desenvolvendo ações que podem  contornar essa realidade negativa.  Com o objetivo de reduzir as lotações, o governo do Estado de São Paulo passou a financiar passagens de ônibus para passageiros do Terminal Santo Amaro. A iniciativa foi tomada para incentivar os usuários a escolherem seguir viagem de ônibus, resultando na economia de R$ 1,65 por viagem no bolso do consumidor e diminuir o fluxo de pessoas nos trens.

As manifestações culturais também são recorrentes para melhorar a aparência do serviço oferecido frente ao consumidor. No Rio de Janeiro, o grafite vai mudar o visual de 15 estações de metrô e os artistas responsáveis pela arte serão escolhidos através de competições entre escolas públicas da capital fluminense. A cidade de São Paulo também contou com uma ação parecida. Um concurso foi aberto para que a população pudesse criar uma nova cara para a lataria dos novos trens.

De um modo geral, os usuários demonstram uma relação bastante próxima entre qualidade de vida e qualidade dos serviços de transporte coletivo em uma cidade e, na falta de medidas mais profundas para a melhoria da infraestrutura de transporte, essas ações podem influenciar diretamente na expectativa do consumidor com esses serviços, visto que nos últimos dois meses a satisfação nacional no setor de transportes aumentou para 42% em agosto e 46% em setembro.